
Monday, 31 December 2007
Sunday, 30 December 2007
Mitte des Winters
Das Jahr geht zornig aus. Und kleine
Tage Sind viel verstreut wie Hütten in den Winter.
Und Nächte ohne Leuchten, ohne Stunden,
Und grauer Morgen ungewisser Bilder.
Sommerzeit, Herbstzeit, alles geht vorüber,
Und brauner Tod hat jede Frucht ergriffen.
Und andre kalte Sterne sind im Dunkel,
Die wir zuvor nicht sahn vom Dach der Schiffe.
Weglos ist jedes Leben. Und verworren
Ein jeder Pfad. Und keiner weiß das Ende,
Und wer da suchet, daß er Einen fände,
Der sieht ihn stumm und schüttelnd leere Hände.
Georg Heym (1887-1912)
fotografia de Gisela B.
em papel
Friday, 28 December 2007
as minhas mãos
Saturday, 22 December 2007
estrela no céu
Sunday, 16 December 2007
amor
Thursday, 13 December 2007
Chuva

Cai a chuva, ploc, ploc
corre a chuva ploc, ploc
como um cavalo a galope.
Enche a rua, plás, plás
esconde a lua, plás, plás
e leva as folhas atrás.
Risca os vidros, truz, truz
molha os gatos, truz, truz
e até apaga a luz.
Parte as flores, plim, plim
maça a gente plim, plim
parece não ter mais fim.
Luísa Ducla Soares,
in A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca,
Sunday, 9 December 2007
...caída no seio da tarde
cor
Friday, 7 December 2007
Thursday, 6 December 2007
Wednesday, 5 December 2007
final

(...)
Navegantes sem rumo! Destroços de astros velhos!
Ó mares do futuro! Ó céus inexplorados!
Lanço agora o anzol a tudo o que é solitário:
dai resposta à impaciência da chama,
agarrai para mim, pescador nos altos montes,
a minha sétima Última solidão! -
poema de Friedrich Nietzsche
tradução de Paulo Quintela
fotografia de Paul P.
Sunday, 2 December 2007
...ser
Saturday, 1 December 2007
Tuvalu
Thursday, 29 November 2007
Wednesday, 28 November 2007
...estrelas ainda no mar...
Tuesday, 27 November 2007
Sunday, 25 November 2007
Thursday, 22 November 2007
tempos juncos
Thursday, 15 November 2007
a chuva também molha...

a chuva molha,
------------------------- os pensamentos
------------------------------- a quem pensa e demora...
---------------------------------------a chuva arranca,
---------------------------------------------os pensamentos
---------------------------------------------------na mesma hora!
h
imagem retirada da net
Wednesday, 14 November 2007
Monday, 12 November 2007
descalço estes pés...

Descalço estes pés vivos e cansados,
Ainda presos a caminhos congestionados,
de ignorantes,
bem entrelaçados,
sedentos de poder,
marcando o seu passo...
Pois também eu passo!
E um a um arranco, sem dor,
todos os nós que prendem a pele mais sensível
a estes pés já descalços.
Uma a uma solto as fivelas na pele cravadas,
rasgando pedaços de carne nua e desgastada.
E puxando um só laço, os ganchos de ferro, desfaço.
Sulcando a carne nua,
Desfazendo a verdade crua,
De não dar
Nem mais um passo.
Descalço estes pés vivos e cansados...
poema de hag
o
fotografia de jacobs
Friday, 9 November 2007
Wednesday, 7 November 2007
o rio
Monday, 5 November 2007
a raiz da paisagem
Saturday, 3 November 2007
escrevo na água
Thursday, 1 November 2007
outro
Saturday, 27 October 2007
livros

A avelaneiraflorida mandou-me ler! Claro que é algo que gosto muito de fazer!
Mas acrescentou:
1) Pegar num livro que tenham à mão ... não vale procurar
2) Abri-lo na página 161,
3) Procurar a 5ª frase completa.
4) Postá-la no vosso blog.
5) Passar a Maria a 5 bloggers.
6) É proibido ir buscar o melhor livro, nem é postar a frase acharem mais interessante.
7) Divulgar o nome e o autor do Livro.
e assim :
"We stayed talking until the pub closed, and then went to my flat,
because we both had the same feeling-each to the other was a jar full of possibility, but a closed jar, sealed."
in Doris Lessing, Briefing for a descent into hell,
Grafton books
Grafton books
"Agora a passagem do testemunho":
Jorge moreira
misteriousSpirit
MiaHari
rosa dourada
serenidade
Wednesday, 24 October 2007
o nadador negro
Tuesday, 23 October 2007
essa luz

Recolhe-te, minha alma. É somente a beleza
que vem e tinge o céu e te deslumbra e passa.
Conserva inda em tuas mãos essa luz que decai.
Alguma coisa a noite urde: também cega o escuro
e possui um céu próprio para acossar as águas.
Peixes errantes palpam todo um limo de morte.
O vento na varanda quebra o caule aos aloés.
Maria Victoria Atencia ( 1931)
Trad. José Bento
imagem retirada da net
Monday, 22 October 2007
sou tudo
Friday, 19 October 2007
Basta Pensar em Sentir
Wednesday, 17 October 2007
pus os pés...
" Puse los pies en esa parte de la vida
mas allá de la cual no se puede pasar
con propósito de volver"
" Pus os pés nessa parte da vida
mais além da qual não se pode passar
com propósito de regressar"
Dante Alighieri, La Vita Nuova, XIV
trad. para português de Fernando Mineiro Glórias
fotografia de Esmite
Tuesday, 16 October 2007
folhas caídas

A folha amarela caída no chão triste
está a chorar porque não tem
amigas para brincar ao luar.
Um dia caiu uma folha verde do céu
para brincar com a folha amarela.
Todos os dias
brincava com ela e cantava
sem parar.
Todos os dias a folha verde
ia acordar a folha amarela
e iam para o jardim encantado.
E assim ficaram amigas
para sempre ... sempre.
poema de Flávio, 9 anos - Lisboa
fotografia de Daniel M.
Monday, 15 October 2007
Mestria

Esse que está sentado no seu trono
E que serve e obedece a outro mais forte
Fez cair sobre mim profundo sono
Após me ter passado pela morte.
Quando o sino soou o toque nono
Deslocaram a luz de Sul para Norte
E o sol brilhou na treva como dono
E não houve mais bússola ou desnorte
Do chão me ergueram à meia-noite em ponto
Ergueram-me do chão em que jazia
Ainda meio cego e meio tonto
Mas ao lembrar-me disto no outro dia
Foi como se tivesse ouvido um conto
E o que houve fosse apenas fantasia.
poema de António Telmo
in Codex Templi
Friday, 12 October 2007
...Como as gaivotas

..... Como as gaivotas e as ondas se encontram,
............................... nos encontramos e nos unimos.
...................................... Vão-se as gaivotas voando,
........................................... vão pairando sobre as ondas;
................................................. e nós também vamos.
................................................................... Rabindranath Tagore
Thursday, 11 October 2007
há dias assim...de felicidade!

Devo ter sido ave que hiberna,
Uma encruzilhada de hipóteses,
Belos sonhos,mas inquietos,
E uma Verdade sem nome.
Do miradouro, olho e reparo :
Passo na rua, lá em baixo
E as memórias ressoam,
Das pedras dessa calçada.
Vejo.
Somos pontos e ondas circulares
E estas partem e voltam.
A ligação aos outros,
À natureza,
A Deus...
Está estabelecida desde sempre.
No silêncio ela É.
Chamar, dizer,
É desta subtileza
Separar-me,
Amor Maior,
E dela dar testemunho.
Um abraço de Amizade
Poema de Liliana retirado da cidadedoesquecimento
Tuesday, 9 October 2007
Monday, 8 October 2007
seduz...
Sunday, 7 October 2007
como o rumor
watermill
Saturday, 6 October 2007
sem véu...
Wednesday, 3 October 2007
Tuesday, 2 October 2007
Monday, 1 October 2007
a meditar
Sunday, 30 September 2007
Da transparência

Senhor libertai-nos do jogo perigoso da transparência
No fundo do mar da nossa alma não há corais nem búzios
Mas sufocado sonho
E não sabemos bem que coisa são os sonhos
Condutores silenciosos canto surdo
Que um dia subitamente emergem
No grande pátio liso dos desastres
Sophia de Mello Breyner Andresen
in Obra Poética
fotografia de William E.
Saturday, 29 September 2007
esta vista de mar...
Friday, 28 September 2007
Thursday, 27 September 2007
Lá fora onde árvores são

Lá fora onde árvores são
O que se mexe a parar
Não vejo nada senão,
Depois das árvores, o mar.
É azul intensamente,
Salpicado de luzir,
E tem na onda indolente
Um suspirar de dormir.
Mas nem durmo eu nem o mar,
Ambos nós, no dia brando,
E ele sossega a avançar
E eu não penso e estou pensando.
Fernando Pessoa
fotografia de Lia
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