Thursday, 18 February 2010



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Ternura Azul


depois do fragor do ruído
a memória da conquista é breve.

sobra a espuma nas conchas
em momento de nudez
                                                luar.

ondas lisas em prata
no silêncio do mar.

nesse sonho repousa o búzio,
em teu nome,


 murmúrio.





Vicente Ferreira da Silva







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Sunday, 14 February 2010




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Sou o relâmpago ferido que se move

para os grandes bosques do silêncio


meu peito levanta-se e cai

infinitamente só


há um búzio triste no crepúsculo das ilhas

quando fecho os olhos chove



de amor ardem os bosques

Maria Azenha



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