Friday, 24 December 2010

winter background





Frohe weihnarchten und

alles Gute zum  neuen Jahr!





Feliz Natal
e
Desejos de Bom Ano Novo!


Wednesday, 1 December 2010








Através dos teus olhos passou a onda

Solta e veloz,

segue o seu caminho

e morre na praia do teu coração ...


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Thursday, 14 October 2010




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Saber esperar ...

Saber olhar ...

Saber abraçar ...

Saber amar ...

Saber ...




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Saturday, 11 September 2010





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 ... vêem melhor os olhos da nossa memoria


 guarda melhor o coração da infancia ...





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Sunday, 15 August 2010




 

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Todas as distancias

são ilusões nascentes

em tempos mortos

da eternidade.



*h


Sunday, 18 July 2010










...

hoje gostava de te falar
daqueles anjos
que vivem aqui e agora... 

 anjos sem asas!

de uma bondade infinita,
de ternura no olhar
e silêncio no coração...

anjos sem asas ...

esses que partem para o infinito,
todas as noites,
carregam lágrimas na douçura do olhar
e que revestem de eterno amor,
aos primeiros raios do amanhecer.

hoje gostava de te falar ...
apenas desses anjos.


*h

Thursday, 15 July 2010

pensamentos





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... guardo os pensamentos

em pétalas de rosas

segredos vivos da eternidade ...


*h





Monday, 7 June 2010




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Die groβe Einsamkeit beginnt,


die Tage werden taub,


aus deinen Sinnen nimmt der Wind


die Welt wie welkes Laub.




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Rainer Maria Rilke

in  Das Buch von der Pilgerschaft









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Sunday, 23 May 2010

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Tuesday, 4 May 2010

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O MAR É UMA COISA...


a espuma, outra;

Esquece a espuma e contempla o mar noite e dia,

Tu olhas para a ondulação da espuma e não para o poderoso mar.

Como barcos, somos jogados daqui para ali,

Somos cegos, embora estejamos no brilhante oceano.

Ah! tu que dormes no barco do corpo,

Tu vês a água; contempla a Água das águas!

Sob a água que tu vês há outra água que a move,

Dentro do espírito há um espírito que o chama."



 (Rumi)







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Tuesday, 27 April 2010

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Vi as águas, os cabos, vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som de suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor de outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fonte trémulas campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais


As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri


Navegações VII, p. 65



Sophia de Mello Breyner Andresen





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Thursday, 22 April 2010

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Água azul; ei-la.

Entrei nela.

Fiquei todo azul.






versão de : Herberto Helder




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Wednesday, 14 April 2010

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Hora


Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.

E de novo caminho para o mar.



Sophia de Mello Breyner Andresen









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Saturday, 27 March 2010



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"durante anos treinei o lúmen do coração"




Não sabes, leitor, como estou rodeada de silêncio

há uma ave onde este texto se apoia.

fecho os olhos, e o poema traz para este lugar

o búzio dos cofres



escrevo em filigranas de ar

secretas harpas de sombra

onde as primeiras letras ousam pousar.

durante anos treinei o lúmen do coração

em cântaros de sol subindo os primeiros degraus



depois habituei-me à confidência das aves

pousada na inteligência dos bosques

movidos a vento e água,

acácias entre mãos



por último a ciência da respiração

no sumo das auroras




Maria Azenha in "de amor ardem os bosques", ed./aut., 2010, p 30.
 
 
 






Saturday, 20 March 2010





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O espírito do vale



O espírito é tão profundo como um vale e nunca esmorecerá.

É a grande mãe misteriosa.

A porta para esta misteriosa criatura
é a raiz do Céu e da Terra.

Apesar de ser invisível, permanece;
nunca se extingue.



 
Lao Tzu





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Saturday, 6 March 2010

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" O abandono gera um espírito sereno,

dissipa as mais vivas inquietações,

dulcifica as penas mais amargas.

Há simplicidade e liberdade no coração.

O homem abandonado está disposto a tudo.

Esqueceu-se de si mesmo.

Este esquecimento é a sua morte e o seu nascimento

no coração que cresce e dilata. "




Bossuet






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Monday, 1 March 2010

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De todos os cantos do mundo

Amo com um amor mais forte e mais profundo

Aquela praia extasiada e nua,

Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.





Sophia de Melo Breyner andresen
in Mar




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Thursday, 18 February 2010



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Ternura Azul


depois do fragor do ruído
a memória da conquista é breve.

sobra a espuma nas conchas
em momento de nudez
                                                luar.

ondas lisas em prata
no silêncio do mar.

nesse sonho repousa o búzio,
em teu nome,


 murmúrio.





Vicente Ferreira da Silva







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Sunday, 14 February 2010




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Sou o relâmpago ferido que se move

para os grandes bosques do silêncio


meu peito levanta-se e cai

infinitamente só


há um búzio triste no crepúsculo das ilhas

quando fecho os olhos chove



de amor ardem os bosques

Maria Azenha



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Sunday, 31 January 2010

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... ontem guardavas o silêncio em conchas de luz


... hoje guardas as palavras vazias em baús nus...


... amanhã guardarás...




... tu!




*h







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Saturday, 23 January 2010

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É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.


É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.


É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras


Cai o silêncio nos ombros da luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.




Eugénio de Andrade
Até amanhã





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Sunday, 17 January 2010



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As minhas mãos mantêm as estrelas,

Seguro a minha alma para que se não quebre

A melodia que vai de flor em flor,

Arranco o mar do mar e ponho-o em mim

E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas.





Sophia de Mello Breyner Andresen






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Wednesday, 6 January 2010

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The Coming of Wisdom with Time







Though leaves are many, the root is one;


Through all the lying days of my youth


I swayed my leaves and flowers in the sun;


Now I may wither into the truth.




[(from The Green Helmet and Other Poems, 1910)


W. B. Yeats: The Poems rev. ed. Finneran]


 Anne Yeats


foto william dalton








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