Friday, 30 March 2007

Só
Água
Ser
Universo
VIVER

hag


Tuesday, 27 March 2007

do a mar

Azul cristalino
.
Instante feminino,
.
De luz e sedução...

Mar sem... sem fim,

Perfumado com jasmim,

Na tua imaginação...


hag

Wednesday, 21 March 2007

Dia da Poesia

POEMA
O céu, azul de luz quieta.
As ondas brandas a quebrar,
Na praia lúcida e completa -
Pontos de dedos a brincar.
No piano anónimo da praia
Tocam nenhuma melodia
De cujo ritmo por fim saia.
Que bom, se isto satisfizesse!
Que certo, se eu pudesse crer
Que esse mar e essas ondas e esse
Céu têm vida têm ser.
Fernando Pessoa
Poema in Cancioneiro

Friday, 16 March 2007

hai kai


Guardei para você,
num verso de porcelana,
as flores da manhã.

Eolo Yberê Libera

Monday, 12 March 2007

A nossa existência...


A nossa existência
É como um barco que baloiça
Sem parar...
No Mar agitado da realidade.

Em cada dia procuramos o
Rumo certo...
Que nos há-de levar ao cais da Esperança...

Nunca conseguimos esquecer,
As amarguras dos Homens,
As guerras dos Homens,
Os ódios dos Homens.

Em cada dia procuramos o
Rumo certo...

Sempre à procura da paz
Que nos levará
À Eternidade.

hag

Sunday, 4 March 2007

LUA




Lua escondida
olhar adormecido
doces murmúrios ao amanhecer.
hag
.
.

Thursday, 1 March 2007

Nasadiya, Hino da Criação




  1. Outrora não havia existência nem não existência; não havia a dimensão do espaço nem o céu que está para além. O que despertou? Em protecção de quem? Haveria água, profundamente sem fundo?

  2. Não havia morte nem imortalidade. Não havia traço distintivo da noite ou do dia. Aquele respirou, sem ar, por seu próprio impulso. Para além disso não havia nada além.

  3. A escuridão era escondida pela escuridão no início; sem qualquer traço distintivo, tudo isto era água. A força vital que foi coberta pelo vazio, essa ergueu-se pelo poder do calor.

  4. O desejo desceu sobre aquela no início; foi a primeira semente da mente. Poetas procurando no seu coração com sabedoria encontraram a reclusão da existência na não-existência .

  5. O seu fio foi espalhado em volta. Haveria abaixo? Haveria acima? Haveria semeadores; havia forças. Havia o impulso por baixo, havia o dar acima.

  6. Quem o sabe realmente? Quem o vai proclamar? De onde foi produzido? De onde vem esta criação? Os deuses vieram depois, com a criação do Universo. Quem sabe então de onde se ergueu?

  7. De onde se ergueu esta criação talvez se tenha formado a si mesma, ou talvez não aquele que olha para baixo, no mais alto céu, só ele o sabe – ou talvez não.

Tradução de Manuel João Magalhães

Índia – Rig veda ( c. 1200 a.C.)