Saturday, 29 October 2011





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" Perhaps all the dragons of our lives are princesses who are only waiting to see us once beautiful and brave.

Perhaps everything terrible is, in its deepest being, something helpless that wants help from us. "





Rainer Maria Rilke





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Thursday, 27 October 2011




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... já não há caminhos...
nem passos para os percorrer,


... já não há desafios ...
nem fios para o destino tecer,


... há nudez in D major




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Monday, 24 October 2011


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... ainda que os rios não corressem para o mar,
que os lagos não fossem um mar silencioso,
que as madrugadas não fossem um mar de Luz ...


ainda assim ...


que mar serias tu?









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Saturday, 15 October 2011

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... desceu dos céus  e morreu na praia ...
















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Thursday, 29 September 2011














Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.



Alexandre O'Neill







Wednesday, 29 June 2011








A Eternidade

De Rimbaud, escrito em Maio de 1872,  poema L'Éternité ( A Eternidade ):

Elle este retrouvée.
Quoi? - L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

Âme sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Brises de satin,
Le Devoir s'éxhale
Sans qu'on dise: enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle este retrouvée.
Quoi?- L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.


A Eternidade

De novo me invade.
Quem ? -A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Das lides humanas,
Das palmas e vaias
já te desenganas
E no ar te espraias.

De outra nenhuma,
Brasas de cetim
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.

Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência
Suplício seguro.


De novo me invade.
Quem? - A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.



 tradução de Augusto de Campos










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