... hoje guardas as palavras vazias em baús nus...
... amanhã guardarás...
... tu!
*h
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Saturday, 23 January 2010
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É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras
Cai o silêncio nos ombros da luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
Até amanhã
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Sunday, 17 January 2010
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As minhas mãos mantêm as estrelas,
Seguro a minha alma para que se não quebre
A melodia que vai de flor em flor,
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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Wednesday, 6 January 2010
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The Coming of Wisdom with Time
Though leaves are many, the root is one;
Through all the lying days of my youth
I swayed my leaves and flowers in the sun;
Now I may wither into the truth.
[(from The Green Helmet and Other Poems, 1910)
W. B. Yeats: The Poems rev. ed. Finneran]
Anne Yeats
foto william dalton
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Sunday, 27 December 2009
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Poema de Natal
Natal é um tempo subtilmente especial, Pois saber invocar e respirar as bênçãos, É uma arte de perseverança auroral, Onde se vencem as dificuldades, Com a aura do amor de Deus a entrar E a entrega de toda a nossa vida a ressoar.
Assim vamos crescendo no Amor e na Unidade, Conscientes do Templo que arde em nosso peito, Enquanto fogo sagrado de confiança e harmonia, Que levamos pela vida a fora e a dentro a irradiar.
Não estamos sós: mestres, anjos e antepassados, Muitos são os que nos espreitam ou inspiram. A Eles dirigimos a nossa gratidão e inspiração: Vibremos em Deus, sorriam em felicidade.
Assim vamos talhando o corpo espiritual Na determinação de sermos espírito em acção Brilhante centelha comungante de irradiação. Sob o frio invernal e a cruz do sofrimento Façamos desabrochar a rosa da beatitude imortal E deixemos a sua fragrância irradiar invencível.
Avancemos peregrinos nas noites de Natal. Sem irmos a baixo com os cansaços, Antes como colunas entre o céu e a terra, Fazendo descer as bênçãos de Deus, Ressuscitando estrelas ungidas, Pequenas centelhas no grande fogo cósmico, Capazes de ajudarem, inspirarem e fortificarem.
Assim cheguei até ao coração e bati-lhe à porta. Nem sabia que havia aí uma pequena entrada, Onde o Ámen, o som da Palavra Divina, toca, E uma luz pura e branca convida-te a meditar: Sê o Espírito, abre-te, comunga da Presença Divina.
Eis o Natal a acontecer em ti: Deus a nascer em ti, em nós...